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12/12/2008 23:01
Outra poesia do acervo do Gui.....
Namoradas de Papel
Posso muito bem juntar, Namoradas de Papel
Como quem repassa a limpo uma história bem fiel
Em um conto bem escrito de saudade atordoada
Com lembranças e imagens de bocas bem desenhadas
Na vontade de beijá-las mesmo em marcas de rascunho.
Guardo até as partituras das guitarras que tocavam
Junto às folhas de escritos que, à elas, recitava.
Gravo as vozes tão berrantes, anotadas, fixadas.
Guardo as dores, guardo os choros, suas lágrimas e gritos.
Que juntavam nossos erros em poemas tão bem ditos.
Mesmos erros que faziam eu querer tanto tocá-las.
Em provar um certo beijo mesmo em sonhos de gostar.
Em sonho de namorada, tão menina, de escola lá dá infância
Ou em moça rebelde tão fatal de adolescência e circunstância.
Retratadas em diário de um poeta imaginário.
Ponho elas registradas, em mural autografado.
Como um livro de poesias ou romance terminado.
Como o som de qualquer pássaro em algum dia ensolarado;
Como em versos do poeta de Itabira,
Como canções de meninas em ruas de Cambuquira.
Registradas como os sopros frios do Rio Guaíba
Como os ventos que assopram a face das namoradas de Curitiba
Como reprise de um lindo Gol em jogo de time imortal tão amado
Festejado em vibração de casal em romance predestinado
Ou em arquivo de foto em qualquer álbum engavetado.
Namoradas de Papel sempre voam por aí
Sempre pairam pelos traços de uma boca que bem rí.
E me beijam, mesmo em espelho, de tão longe em dimensão
Em dia de namorados e Love is here de canção
E com beijo imaginário sempre lembram, a cada instante, o gosto de uma paixão.
Gui- 12/06/2008
enviada por Gui
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